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Jardim do Éden (Labirinto), 2010
Flores de plástico, micromotores síncronos, lâmpadas fluorescentes compactas, discos de acrílico transparente policromado, sistema elétrico, elastano, PVC, MDF

Dimensões variáveis

Coleção da artista

Obra produzida com o apoio de The New Art Gallery Walsall e Es Baluard Museu d'Art Modern i Contemporani de Palma

Jardim do Éden é uma instalação produzida com recurso a flores artificiais. As flores emergem de cilindros revestidos a Lycra negra. No interior dos cilindros, luzes, motores síncronos e discos transparentes policromados, em rotação, acionam, nas flores, um efeito de condução de luz semelhante ao produzido pela fibra ótica, gerando deslumbrantes variações cromáticas, ilusão de movimento e sons que associaríamos a insetos ou ao sopro leve do vento. A instalação impõe-se como o negativo da ideia clássica de jardim, ao contrariar alguns dos pressupostos que a definem. O jardim entendido como paradigma da noção de ecossistema de substituição assume-se como simulacro da natureza. No entanto, o percurso neste surpreendente Éden low-tech revela a artificialidade flagrante das flores e da luz que as ilumina, expõe a exigência da sua apresentação num espaço interior privado de luz natural e faz notar o som mecânico de centenas de motores em funcionamento, engendrando, assim, a sabotagem onírica dos mecanismos fraudulentos da hiper-realidade e da simulação.

2010 I Will Survive, Haunch of Venison, Londres


2010 Sem Rede, Museu Colecção Berardo, Lisboa