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Giallina, 2008
Faiança Rafael Bordalo Pinheiro pintada com vidrado cerâmico, croché em algodão feito à mão

14 x 50 x 67 cm

Cortesia Galerie Nathalie Obadia, Paris/Bruxelas

O conjunto de obras em cerâmica e croché inscreve-se na série de trabalhos desenvolvidos a partir de um núcleo restrito de faianças desenhadas por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905); unanimemente posicionado entre os mais destacados artistas portugueses do século XIX. A apropriação de Joana Vasconcelos, no quadro da vasta produção cerâmica de Bordalo Pinheiro, inclui apenas a representação naturalista de animais - alguns deles sobredimensionados -, cuja proximidade com o Homem é capaz de gerar desconforto, receio ou medo. Vespas; sardões e cobras; caranguejos e lagostas; sapos; cabeças de touro, burro e cavalo; lobos; ou até mesmo gatos em pose agressiva são ambiguamente aprisionados/protegidos por uma segunda pele em croché, produzindo um discurso apto a renovar os fluxos de significação associados às habituais relações entre cultura popular/cultura erudita e tradição/modernidade. A aplicação do croché num paradoxal aprisionamento/proteção dos animais, assim remetidos ao contexto doméstico, abre um vasto campo de leitura despertado pela beleza e estranheza que o resultado da operação produz.

2018 Contemporary Art Day Auction, Sotheby's Londres


2013 Art Contemporain, Espace Tajan, Paris


2009 À la Mode de Chez Nous: Júlio Pomar et Joana Vasconcelos, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris


PETRY, Michael - Nature Morte. Londres: Thames & Hudson, 2013.


SILVA, Paulo Cunha e - Joana Vasconcelos. S. Mamede do Coronado: Bial, 2009.


MARQUES, Lúcia; VASCONCELLOS, Maria Anahory - À la mode de chez nous: Júlio Pomar. Joana Vasconcelos. Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian, 2009.